quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Silêncio dos Lobos...




"Pense em alguém que seja poderoso...


Essa pessoa briga e grita como uma galinha,

ou olha e silencia, como um lobo?


Lobos não gritam...

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.


Somente os poderosos,

sejam lobos,

homens ou mulheres,

respondem a um ataque verbal com o silêncio.


Além disso, quem evita dizer

tudo o que tem vontade,

raramente se arrepende por magoar alguém

com palavras ásperas

e impensadas.


Exatamente por isso, o primeiro

e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo

é o silêncio em momentos críticos.



Se você está em silêncio,

olhando para o problema,

mostra que está pensando,

sem tempo para debates fúteis.



Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão,

quem silencia mostra que já venceu,

mesmo quando

o outro lado insiste em gritar a sua derrota.



Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.



Lembre-se de que há momentos de falar

e há momentos de silenciar.



Escolha qual desses momentos

é o correto,

mesmo que tenha que se esforçar para isso.



Por alguma razão,

provavelmente cultural,

somos treinados para

a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder

a todas as perguntas

e reagir a todos os ataques.



Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e

reage somente ao que quer reagir.



Você nem mesmo

é obrigado a atender seu

telefone pessoal.


Falar é uma escolha, não uma exigência,

por mais que assim o pareça.


Você pode escolher o silêncio.


Além disso, você não terá que se arrepender

por coisas ditas em momentos impensados,

como defendeu Xenocrates,

mais de trezentosanos antes de Cristo, ao afirmar:


"Me arrependo de coisas que disse,

mas jamais do meu silêncio"

Responda com o silêncio, quando for necessário.


Use sorrisos,

não sorrisos sarcásticos,

mas reais.



Use o olhar, use um abraço

ou use qualquer outra coisa

para não responderem alguns momentos.



Você verá que o silêncio pode ser

a mais poderosa das respostas.



E, no momento certo,

a mais compreensiva

e real delas."


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