sábado, 11 de outubro de 2008

Semeando o futuro...



"Toda vez que fazemos uma escolha em nossa rotina diária

eqüivale a plantarmos uma semente,

que determina nosso destino.

Algumas sementes germinam rapidamente,

e fica fácil perceber a correlação entre nossas decisões e

os frutos que elas nos oferecem.

Outras demoram bastante para germinar,

o suficiente para não nos lembrarmos no futuro de que os frutos doces ou amargos são

advindos do que semeamos no passado.

Quantos de nós já foram surpreendidos por tormentas, tempestades,

sem saber de onde vieram, e após uma breve reflexão concluímos que

se tivéssemos feito isto ou aquilo, escolhido diferente,

nossas vidas não estariam naquele estado?

Os que fazem escolhas de forma consciente e

responsável têm uma relação mais saudável

com os eventos que se desdobram em suas vidas.

Percebem a correlação, a conexão entre seus propósitos,

suas decisões internas, suas atitudes e a reação que provocam.

Porém, parte das pessoas, fazem escolhas de forma impulsiva,

motivadas por interesses mesquinhos, egoístas,

por revolta ou desejo de vingança.

Muitos escolhem desejando se omitir,

exercendo seu livre arbítrio com irresponsabilidade,

e sem consciência das repercussões que virão.

Aqueles que se sentem injustiçados pela vida ou pelo governo;

que se acham mal amados pelos pais ou pelos filhos;

que são revoltados contra os patrões ou contra os empregados;

que criticam a tudo e a todos,

seguindo em suas vidas sempre tentando encontrar culpados para sua desdita,

para justificar seu mal estar,

ou aquilo que não deu certo em seu caminho,

são candidatos a fazerem escolhas que geram

infelicidade para si e ao seu redor.

Porque decidem motivados pelo pessimismo, por pena de si,

ou aconselhados pelo mau humor e pelo rancor.

Quando votamos temos responsabilidade individual

com o futuro que escolhemos para nosso país,

para nosso estado, mesmo que ignoremos isso.

E a semente lançada através do voto vai germinar e

gerar frutos doces ou amargos no jardim de nossas casas.

“Consciência é a resposta”, diria o filósofo Robert Happé.

Para tomarmos qualquer decisão, seja ela relacionada ao voto, ao emprego,

à vida pessoal, na escolha da palavra certa a ser proferida,

ou da atitude mais apropriada, precisamos estar conscientes de quem somos,

do que realmente queremos, de quais são nossos ideais,

e se esta escolha está coerente com a vida que sonhamos para nós.

É preciso se perguntar se esta decisão trará felicidade

para si e para a vida dos que estão ao redor,

ensina o Dalai Lama, em seu livro A arte da Felicidade,

para fazermos escolhas plenas de harmonia e saúde,

e que gerem felicidade.

E após orar, analisar, refletir com coragem e disposição, ou ainda,

meditar por um tempo sobre as intenções e o resultado da escolha,

buscarmos agir sempre de forma coerente com quem somos e

com aquilo de melhor que almejamos para a vida.

Lembrando sempre que a meditação é imprescindível nestes momentos,

pois, ela nos coloca em contato com o Divino interno,

ajudando a que nossas personalidades estejam em contato perfeito com nossas almas,

na hora das decisões, e assim podemos ser guiados pelo nosso melhor,

pelo nosso lado mais sábio, amoroso e amadurecido."

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