quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A arte da guerra



Há 3.000 anos, Chuan Tzu escreveu o clássico “A arte da guerra.”

Creio que podemos aplicar em nossas vidas diárias as cinco regras básicas do combate:

A fé: antes de entrar numa batalha, é preciso acreditar no motivo da luta.
O Companheiro: escolha seus aliados e aprenda a lutar acompanhado, porque ninguém vence uma guerra sozinho.
O tempo: uma luta no inverno é diferente de uma luta no verão; um bom guerreiro presta atenção ao momento certo de entrar no combate.
O espaço: não se luta num desfiladeiro da mesma maneira que numa planície. Considere o que existe a sua volta, e a melhor maneira de mover-se.
A estratégia: o melhor guerreiro é aquele que planeja seu combate.
A arte da negociação: um guerreiro da luz não fica repetindo sempre a mesma luta - principalmente quando nota que não há avanços ou recuos.

Se o combate, depois de algum tempo, não tem avanços nem recuos, ele entende que é preciso sentar-se com o inimigo e discutir uma trégua.

Ambos já praticaram a arte da espada, e agora precisam se entender.

É um gesto de dignidade e não de covardia.

É um equilíbrio de forças, e uma mudança de estratégia.

Traçados os planos de paz, os guerreiros voltam para suas casas.

Não precisam provar nada a ninguém; combateram o bom Combate, e mantiveram a fé.

Cada um cedeu um pouco, aprendendo com isto a arte da negociação.

(Paulo Coelho)

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