sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Discernimento...


(mandala de Paul Heussenstamm)


"A cada momento da vida somos desafiados a tomar decisões,
fazer escolhas e encontrar respostas para os questionamentos que nos afligem,
sejam aqueles criados por nossas necessidades,
ou os que nos são apresentados pelo mundo exterior.

As relações humanas constituem o território onde nossas dúvidas e indecisões, em geral, mais se apresentam.
É natural que tenhamos receio de errar,
pois muitas vezes a conseqüência deste engano pode ser magoar o outro ou a nós mesmos.

Ansiamos por ter a resposta exata, realizar a escolha perfeita,
com a qual possamos ficar imunes de qualquer conseqüência negativa.
Entretanto, por mais que busquemos a opinião e o aconselhamento de pessoas amigas ou daquelas em quem, por alguma razão,
depositamos nossa confiança, a decisão final deverá, sempre, em qualquer circunstância,
ser ditada por nosso próprio discernimento.

A voz interior sempre se manifesta nos momentos cruciais,
o problema é que, muitas vezes, o turbilhão gerado pela mente ou por emoções como o medo e a raiva,
nos impedem de ouvi-la.

Por mais dificuldades que estejamos enfrentando,
devemos sempre nos lembrar de que as soluções para nossos problemas
precisam ser baseadas única e exclusivamente em nossa própria percepção.
Confiar neste poder, que todos possuem, indistintamente, é que faz toda a diferença.

Quando nos sentimos inseguros quanto à nossa sabedoria,
tendemos a querer seguir os modelos alheios,
e estes nem sempre serão válidos para libertar-nos dos conflitos que vivenciamos.

Desenvolver uma fé inabalável na consciência divina que habita em nós,
é a única forma de podermos, a cada momento,
realizar uma escolha com a certeza de que estamos optando
pelo que nos garantirá vivenciar cada vez mais harmonia e serenidade."
(texto de Elisabeth Cavalcante)

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