sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Confiar...

(imagem: Josephine Wall)

"A mais importante chave para o crescimento interior é
o desenvolvimento da confiança.
Não se trata de confiar em alguém ou em algo exterior,
mas sim desenvolver uma sólida confiança em si.
Todos nós precisamos aprender a sermos nós mesmos, cada vez mais.
Para tanto, devemos nos libertar de todos os valores,
opiniões e regras que nos foram impostas como sendo
a única verdade válida para nossa vida.

Confiar na voz do próprio coração é muito mais complexo
do que parece à primeira vista.
Isto porque, para muitos, esta frase se refere a
uma atitude absolutamente desconhecida,
tamanho é o estado de inconsciência em que vivem.
Somente através de um esforço de vontade podemos alcançar um estado permanente de observação interior, que nos permitirá permanecer o tempo todo conscientes do que sentimos ou o que de fato desejamos.

Para que isto aconteça, é útil analisarmos situações de vida em que tomamos decisões baseadas não naquilo que desejávamos, mas no que esperavam de nós.

É interessante que nos perguntemos qual teria sido realmente nossa decisão se tivéssemos seguido nosso coração.

Quanto mais nos dedicarmos a esta prática, mais ela se tornará natural e, aos poucos, passaremos a viver num estado permanente de autenticidade e a confiarmos mais em nosso próprio guia interior do que nas opiniões alheias.

Todos os dias nos apresentam inúmeras oportunidades de observar nossos sentimentos e como reagimos diante dos acontecimentos, desde os mais complexos e desafiadores, até os mais corriqueiros.

Se nos mantivermos alertas, poderemos obter grandes insights sobre quem de fato somos e do que realmente precisamos para ser felizes.

Confiar na voz do coração é, em síntese, confiar na vida e acreditar que ela se revela, a cada momento, dentro de nós; nos envia respostas para todas as nossas dúvidas e inquietações e está sempre pronta para nos conduzir ao encontro de nossa própria fonte de amor e sabedoria".
(texto de Elisabeth Cavalcante)

Uma vez que você fica sensível ao mundo ao seu redor, sua sensibilidade pode ser
virar para o interior, para seu lar interno.

É a mesma sensibilidade com que você ouve um rouxinol cantar, com que você sente o
calor do sol, com que você cheira a fragrância de uma flor.

É a mesma sensibilidade que agora tem que se virar para dentro.

Com a mesma sensibilidade, você vai provar você, cheirar você, ver você, tocar você.

Use o mundo como um treinamento para a sensibilidade.

Lembre-se sempre: se você puder ficar cada vez mais sensível, tudo vai ser
absolutamente certo. Não se torne embotado.

Deixe todos os seus sentidos ficarem afiados, o tom afiado, vivo, cheio de energia.

E não tenha medo da vida.

Se você tiver medo da vida, ficará insensível para que ninguém possa feri-lo.

Faça o que tem de fazer resolutamente, com todo o seu coração.

Lembre-se da ênfase no coração.

A mente jamais pode ser uma - por sua própria natureza ela é muitas.

E o coração é sempre um - pela sua própria natureza ele não pode ser muitos.

Você não pode ter muitos corações, mas você pode ter muitas mentes.

Por quê?

Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor.

A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança.

O coração sabe como confiar - é a confiança que o torna um.

Quando você confia, de repente você fica centrado.

Quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros.

E a maneira é indo para dentro”.
(Osho - The Dammaphada / A Busca)

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